Regional

Por Amanda Rochol – 2ª Prenda do RS 2025/2026

Muito mais que um adjetivo, é uma raiz profunda, que se entrelaça à terra, à história, à cultura, à tradição e ao coração. É tudo aquilo que pertence a uma determinada região, que nos molda em silêncio, através de suas paisagens, de costumes que repetimos quase sem perceber, de valores que herdamos e de pessoas que, através de seus passos, deixaram a sua marca.

Quando nos detemos no significado literal da palavra, entendemos que ela delimita territórios, define sotaques, veste cores, tempera sabores e embala sons — tudo aquilo que torna uma região única, no mapa e no mundo. No entanto, quando a interpretamos com o coração, no sentido figurado, “regional” deixa de ser lugar e passa a ser sentimento. Passa a ser presença íntima em nosso viver, nas escolhas que fazemos, nas memórias que guardamos, nos valores e princípios que defendemos e, principalmente, na certeza de saber de onde viemos.

Ser representante regional do tradicionalismo gaúcho é carregar em si muito mais do que uma faixa ou um crachá no peito. É carregar legado, valores, identidade e compromisso com a cultura. É ser a ponte entre o passado e o futuro, entre o ontem e o amanhã, entre os que vieram e os que virão. É ser guardião de uma cultura e semeador de novos sonhos. É estar a serviço de algo que transcende o individual — é viver o coletivo de verdade. É uma honra imensa, sim — mas, acima de tudo, é o mais puro e profundo significado de PERTENCIMENTO.

Porque antes de alçarmos grandes voos, precisamos reconhecer e valorizar onde fincamos nossas raízes. É nelas que encontramos força para resistir aos ventos contrários e sabedoria para escolher o rumo certo. São as raízes que nos lembram quem somos quando o mundo lá fora tenta nos moldar de outra forma. É na base firme daquilo que nos sustenta — família, amigos, comunidade — que descobrimos que não se voa alto sem antes aprender a ficar firme no chão. E esse chão nos dá a coragem necessária para abrir as asas, pois quem sabe de onde vem, sabe também até onde pode chegar.

E é por isso que… antes de sermos do mundo, temos que ser REGIONAL.

Deixe um comentário