Iniciando a categoria Juvenil, conversamos com Manuella Tabaczinski Portela, 2ª Prenda Juvenil do RS. Confira agora a continuidade da série “Gestão 2024/2025”:
“Sou filha de Rudinei Portela e Marli Tabaczinski Portela. Comecei a participar do tradicionalismo aos 11 anos, quando ingressei na invernada mirim do Centro de Tradições Gaúcha Sentinela da Querência, de Erechim. Logo, já fui convidada a participar do meu primeiro concurso interno, recebendo o título de 1ª Prenda Mirim. No outro ano, retornei como 1ª prenda juvenil e tive a oportunidade de participar pela primeira vez em uma Ciranda Cultural de Prendas fase regional, ganhando como 1ª Prenda Juvenil da 19ª RT. No ano de 2022 pude participar da Ciranda Cultural de Prendas Estadual, mas não alcancei meu objetivo. No mesmo ano, retornei aos palcos dos sonhos e decidi persistir. Passei pelas duas fases novamente, 1ª Prenda Juvenil do CTG Sentinela da Querência, 1ª Prenda Juvenil da 19ª RT e enfim, meus sonhos fizeram morada na capital de todos os gaúchos, onde conquistei o título de 2ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul.

Foi uma jornada intensa, muitas horas de estudo, muitos ensaios para que fosse possível esse resultado. Posso dizer com toda a certeza do mundo que a Manuella prenda de hoje só foi possível por conta dos erros que a Manuella antiga cometeu. Cada tentativa falha foi motivo para mais motivação e dedicação. A minha força de determinação, em acordar praticamente todos os dias as 5 horas e ir dormir as 23 horas para que pudesse aproveitar ao máximo o tempo de estudo, foi o que definiu e moldou o meu resultado. Conseguir conciliar o trabalho, escola e vida pessoal não foi uma tarefa fácil, mas foi possível graças ao apoio dessas pessoas que me permitiram sonhar. O meu resultado foi uma construção de 6 anos, desde o meu primeiro concurso, e com certeza tudo que foi construído e adquirido durante esses seis anos, foi a melhor preparação que eu poderia ter.
Meu maior objetivo é poder auxiliar as pessoas que necessitam do nosso apoio. Através dessa faixa, desse cargo, dessa minha representatividade quero promover campanhas, movimentar ações, fazer a diferença para aqueles que precisam. Quero ser esperança, amor e cuidado.
Além de tudo, quero ser quem incentiva meninas da minha região e de tantas outras a irem atrás de seus sonhos, quero ser guia, ombro amigo, alguém para elas tirarem suas dúvidas, para que tenhamos cada vez mais prendas de primeira e, mais importante ainda, seres humanos qualificados para o mundo. Pois é isso que o tradicionalismo faz, ele desenvolve pessoas do bem. O tradicionalismo em si pode não mudar o mundo, mas ele muda as pessoas, e são essas pessoas que vão mudar o mundo!
Esse título representa superação. Há dois anos atrás, quando concorri pela primeira vez em uma Ciranda Estadual, a menina que concorria talvez não fazia ideia da moça que me tornaria. Esse título é uma região inteira, sonhos de outras meninas, outras Anas, Lauras, Marias e Manuellas, outras prendas que através dessa minha faixa, se sentem representadas. É um orgulho poder ser os olhos de tantos sonhos, ser a voz e ser quem carrega esses sonhos no peito. Essa faixa pode sim estar comigo, mas ela pertence a todos que, junto comigo, fizeram esse sonho possível!”





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