Encerrando a categoria Adulta, entrevistamos Isabella Nunes da Silva, 1ª Prenda do RS. Confira agora a continuidade da série “Gestão 2024/2025”:
“Minha trajetória no tradicionalismo tem início desde antes do meu nascimento. Minha família sempre foi desse meio, meus pais dançaram a vida inteira. Minha mãe foi Prenda e dançarina do CTG Potreiro Grande, de Tramandaí, por muitos anos e, em 1998, a convite do João Adalto (inclusive, atual patrão do CTG Estância da Serra), ela decidiu fazer parte do Estância. Nessa época, ela já namorava o pai, que integrava a Invernada Artística do CTG e, desde então, nossa família está nessa Entidade. Eu cresci acompanhando eles dançarem e faço parte das Invernadas de Dança desde que aprendi a caminhar. Atualmente, sou dançarina da Invernada Juvenil do CTG. No mundo das Cirandas Culturais de Prendas, com 4 anos iniciei a minha caminhada. Ao longo desses 15 anos, conquistei os seguintes títulos: Bonequinha do CTG Estância da Serra (2 vezes) e da 23ª RT; Prenda Pré-Mirim, Mirim, Juvenil e Adulta do CTG e da Região; além de 3ª Prenda Mirim do RS 2016/2017, 1ª Prenda Juvenil do RS 2019/2021 e, hoje, 1ª Prenda do RS 2024/2025.

Minha preparação para o Concurso desse ano segue o trabalho desenvolvido desde 2015, quando era 1ª Prenda Mirim da 23ª Região Tradicionalista. Muito estudo, dedicação e trabalho. Com a ajuda da minha família e de professores, lia os livros, realizava resumos, escrevia tópicos para possíveis temas de prova oral, realizava redações, respondia questões e provas antigas, com o intuito de aprender o padrão e aprimorar os meus conhecimentos. Para a prova artística, fazia aulas de canto semanalmente, além de ensaios das danças apresentadas. Em relação à Mostra Folclórica, passei alguns meses aprimorando a técnica da tecelagem e aprendendo mais sobre essa arte que perpassa gerações no litoral gaúcho.

Meu objetivo é bem representar o Movimento Tradicionalista Gaúcho. É uma honra estar pela terceira vez como Prenda do Rio Grande do Sul, dessa vez no cargo máximo da representatividade da juventude tradicionalista. Quero deixar um legado de amor, de tradição e, principalmente, de união junto à Gestão Estadual. Que possamos trabalhar em prol da manutenção da cultura gaúcha e da preservação do legado do nosso povo.
É a concretização de um sonho, a materialização de um trabalho construído através de muitas mãos e, principalmente, a finalização de um ciclo. Os que me conhecem, sabem da minha trajetória enquanto Prenda e o quanto me dediquei, a vida toda, para esse momento. É lindo colher os frutos do meu esforço e ser reconhecida pelas pessoas, em todos os lugares que tenho passado desde quando recebi a faixa. Esse título é, fundamentalmente, um legado de família e de pertencimento!”




































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